O que é Melasma, tipos, tratamento, clareadores, tem cura?

O que é melasma?

O melasma, ou cloasma, é um distúrbio pigmentar caracterizado por manchas escuras na pele, principalmente nas têmporas e testa, que podem variar em intensidade. São, geralmente, maiores que um centímetro e ocorrem mais frequentemente em mulheres durante mudanças hormonais, como gravidez e menopausa.

As manchas possuem tom acastanhado (marrom), em diferentes intensidades, e forma irregular. Além disso, elas podem aparecer dos dois lados da face, de maneira simétrica.

Tal disfunção é um distúrbio crônico, que deve ter tratamento e prevenção contínuos, pois, mesmo quando apresenta melhora, pode piorar facilmente ao faltar com os cuidados.

Não se trata de uma condição exclusivamente feminina, entretanto, o número de homens que sofrem com o melasma é bem menor em relação às mulheres, numa proporção de 9 mulheres para 1 homem.

É importante ressaltar que o melasma não tem nada em comum com o melanoma (câncer de pele), compartilhando apenas alguns fatores de risco. Portanto, o melasma é benigno.

O código da doença do CID (Código Internacional de Doenças) é L81.1, em Outros distúrbios de pigmentação.

Como ocorre o melasma?

A pigmentação da pele é feita através de uma substância chamada melanina, que é produzida por uma célula chamada melanócito. Essas estruturas ficam localizadas na camada inferior da epiderme, parte mais superficial da pele. A melanina, além de ser responsável pela pigmentação, auxilia na proteção contra a radiação solar.

O melasma ocorre quando existe uma hiperproliferação ou hiperfunção do melanócito, produzindo mais melanina do que o necessário, processo chamado de hipermelanose. A melanina em excesso fica alojada dentro da pele, o que provoca as manchas.

Essa condição não apresenta nenhum risco à saúde, porém, por causar desconforto estético, é uma queixa frequente nos dermatologistas.

Tipos de melasma

O melasma pode ser classificado de acordo com dois fatores: quanto ao local de depósito da melanina e à localização das manchas. Entenda:

Depósito de melanina

Como dito anteriormente, a hiperprodução de melanina causa o acúmulo da mesma, que fica alojada em algum lugar dentro da pele. Assim, as manchas podem ser:

  • Melasma epidérmico: Quando a melanina se deposita na epiderme, camada mais superficial da pele. É, consequentemente, o melasma de mais fácil tratamento;
  • Melasma dérmico: Quando o depósito do pigmento fica na derme, camada mais interna da pele, podendo estar ao lado de vasos sanguíneos, nervos e outras estruturas anatômicas. Por isso, possui tratamento dificultado;
  • Melasma misto: Ocorre quando o depósito pigmentar se dá tanto na derme quanto na epiderme, sendo possível concentração maior da melanina em uma das duas camadas.

Localização

O melasma também pode ser classificado de acordo com o seu local de aparecimento:

  • Padrão facial: Ocorre na face, em qualquer localização;
  • Malar: Apresenta-se nas maçãs do rosto;
  • Centrofacial: Presente na testa, bochechas, acima dos lábios (maxilar), nariz e queixo;
  • Mandibular: Ocorre na porção inferior do rosto, abaixo dos lábios, região chamada de mandíbula;
  • Corporal: Apresenta-se em qualquer parte do corpo, como nos braços, colo, ombros e costas.

Causas e fatores de risco

Não há conhecimento sobre a verdadeira causa do melasma. Sabe-se apenas que ele aparece por conta da alta quantidade de melanócitos na pele, e que os principais desencadeadores são o sol e o calor. Hormônios também parecem ter um papel importante no desenvolvimento do melasma. Entenda:

Sol, luz e calor

As radiações ultravioleta e infravermelha parecem estar relacionadas ao aumento da quantidade de melanócitos ativos na pele. Essas radiações vem do sol e outras fontes de calor, assim como fontes luminosas. Ou seja, até mesmo as lâmpadas em ambientes internos e calor (mormaço) podem ajudar no desenvolvimento do melasma.

Alterações hormonais

Uma das principais suspeitas de causas do melasma são as alterações hormonais das mulheres em idade reprodutiva, que fazem uso de contraceptivos orais, gestantes e mulheres na menopausa. Isso porque, quando os níveis de estrogênio estão elevados, a produção de melanina é aumentada.

De acordo com o Dr. João Carlos Pereira, responsável técnico pelo portal Derm, o estrogênio parece ser o elemento chave para o aparecimento das manchas, sendo o sol e o calor apenas catalisadores.

Quando o melasma ocorre durante a gravidez, ele pode receber o nome de cloasma gravídico.

Poluição

A poluição das grandes cidades traz malefícios para a pele em geral, porém estudos analisam a possibilidade de ser, também, um fator desencadeador do melasma. Isso porque, em um artigo publicado em 2010 no Journal of Investigative Dermatology, descobriu-se que mulheres que viviam em centros urbanos da Alemanha apresentavam mais hiperpigmentação do que moradoras da zona rural.

Foi comprovado que a poluição ajuda no envelhecimento precoce da pele, além de deixá-la mais debilitada e desidratada, o que pode contribuir para um maior risco de qualquer problema de pele.

Tendência genética

Estudos atuais, como os citados no capítulo Disorders of Pigmentation, publicado no livro Skin of Color, em 2013, consideram uma tendência genética na formação do melasma. Além disso, características étnicas também podem ter um papel importante nessa condição.

Grupos de risco

Em geral, o melasma acontece mais facilmente em:

  • Mulheres em idade reprodutiva;
  • Usuárias de contraceptivo oral;
  • Gestantes;
  • Moradores de cidades com clima quente.

Sintomas do melasma

Em geral, o único sintoma do melasma é a manifestação de manchas acastanhadas na pele. Não há coceira, ardência ou dor.

As manchas costumam aparecer nas maçãs do rosto, testa, nariz, lábio superior (maxilar) e nas têmporas. Possuem formato irregular e, muitas vezes, apresentam um pontilhado pigmentar no contorno. Podem aumentar e diminuir de tamanho e intensidade, de acordo com a convivência com fatores desencadeadores.

Ao sentir qualquer desconforto como ardência, coceira e dores, deve-se consultar um dermatologista o mais rápido possível.

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Como é feito o diagnóstico do melasma?

Ao consultar um dermatologista com queixas de manchas na pele, o médico pode avaliar a mancha com um instrumento chamado lâmpada de Wood, uma lâmpada fluorescente capaz de detectar discromias (alterações de cor) na pele.

A irradiação luminosa penetra profundamente na pele e é absorvida pelos grânulos de melanina nos níveis em que eles se encontram. Assim, é possível determinar se o melasma é dérmico ou epidérmico, uma vez que as manchas dérmicas ficam enegrecidas nessa luz, enquanto as epidérmicas não aparecem tão claramente.

Melasma tem cura? Qual o tratamento?

Infelizmente, o melasma não tem cura. Por isso, o tratamento é voltado para o controle e prevenção de novas manchas. Os cuidados devem ser contínuos, pois se trata de uma condição crônica que tende a piorar se for deixada sem atenção.

O tratamento pode ser feito de 4 maneiras:

  • Prevenção contra novas manchas;
  • Tratamento com cremes clareadores;
  • Peeling;
  • Tratamento com laser.

Prevenção contra novas manchas

A principal maneira de prevenir novas manchas é evitar o sol e o calor. Se isso não for possível, deve-se andar sempre protegida contra os raios ultravioletas e infravermelhos. Por isso, recomenda-se usar protetor solar diariamente.

O dermatologista pode recomendar um protetor solar com um filtro que melhor se adequa à pele do paciente. Fatores que influenciam a escolha do médico são a etnia e o tipo de pele (seca, oleosa etc.), pois peles diferentes tem necessidades diferentes.

Em geral, o filtro solar indicado tem alta proteção contra os raios UVB (FPS) e UVA (PPD), e deve ser reaplicado várias vezes ao dia (a cada 2 ou 3 horas). As fórmulas podem conter, também, ativos clareadores e antioxidantes, que ajudam a manter a saúde da pele.

REPOST DO BLOG MINUTO SAUDÁVEL.

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